sábado, 30 de julho de 2011

Pátrias de chuteiras: a Copa do Mundo e o orgulho nacional

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Ao contrário do Brasil, receber a grande festa do futebol internacional costuma trazer um clima de euforia ao país-sede.



2010: o ronco das vuvuzelas



O maior evento esportivo já realizado num país do continente negro levantou a autoestima dos sul-africanos no ano passado. Apesar dos temores sobre a violência e os atrasos nas obras, a Copa deu certo. Nas arquibancadas, nada de apartheid: torcedores brancos e negros ficaram lado a lado empurraram sua seleção, menos de duas décadas depois do fim do regime de segregação racial.

2006: bandeiras ao vento



As manifestações patrióticas eram tímidas na Alemanha desde o fim da II Guerra Mundial. O profundo constrangimento provocado pelas lembranças dos crimes brutais do regime nazista tornava raras as ocasiões em que os alemães exibiam suas bandeiras em eventos internacionais. Na Copa de 2006, a população enfim vestiu as cores do pavilhão nacional para apoiar sua seleção dentro de casa.

2002: o mar vermelho



Japão e Coreia do Sul dividiram o privilégio de sediar a primeira Copa do Mundo em território asiático. Os vizinhos compartilharam também uma ocasião ímpar: uma onda de festejos nas ruas por causa da realização do evento. O fenômeno foi especialmente poderoso entre os sul-coreanos. O envolvimento da população com o evento foi tão grande que contagiou a seleção da casa, que ficou em quarto lugar.

1998: allez, les bleus



Os torcedores franceses sonhavam com a chance de entrar no restrito clube dos campeões mundiais. A melhor chance da história da seleção azul veio com a Copa do Mundo disputada em casa. O público local fez sua parte, empurrando a equipe e criando uma atmosfera favorável à seleção de Zidane. O time já saía na frente do adversário na hora do hino - a 'Marselhesa' era sempre cantada em uníssono.

1990: no país da bota



calcio italiano queria superar o Brasil e transformar o país-sede de 1990 no primeiro tetracampeão mundial. O título não veio, mas a população italiana fez uma enorme festa para celebrar seus tesouros nacionais - além do futebol, os patrimônios históricos e culturais, a gastronomia e as belas paisagens da Velha Bota. À seleção italiana restou um terceiro lugar na Copa, atrás de Alemanha e Argentina.

1978: nos tempos das trevas



A Argentina vivia uma cruel ditadura militar quando recebeu a Copa do Mundo pela primeira vez. Para os generais, era uma chance de mostrar uma imagem positiva do país e reduzir as tensões entre a população. A pressão pela conquista do primeiro título foi enorme. Não faltaram rumores sobre lances de bastidores que teriam ajudado os argentinos. A seleção da casa ergueu o título em Buenos Aires.

1974: apagando Munique



Dois anos antes, a Alemanha tinha recebido a Olimpíada. O país estava ávido para deixar os traumas da II Guerra para trás e mostrar uma nação reformada ao mundo. Mas o terror do Setembro Negro em Munique manchou de sangue os Jogos de 1972. Em 1974, a festa acabou sendo completa. O torneio foi um sucesso, e a seleção da casa ainda derrotou a Laranja Mecânica holandesa na grande final.



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